Livreto Litúrgico - Solene vigília pascal

 


LIVRETO CELEBRATIVO
SOLENE VIGÍLIA PASCAL

RITOS INICIAIS

Apagam-se as luzes da igreja.
As imagens sacras são desveladas conforme a tradição local.
Em um lugar conveniente, fora da igreja, prepara-se a fogueira.
Onde, por qualquer dificuldade, não se possa acender uma fogueira fora da igreja ou nenhuma, a bênção do fogo seja adaptada às circunstâncias. Estando o povo reunido, como de costume, no interior da igreja, o sacerdote dirige-se à porta com os ministros, trazendo um deles o círio pascal. O povo, tanto quanto possível, volta-se para o sacerdote.

CANTO DE ENTRADA

Reunido o povo, o sacerdote dirige-se ao altar com os ministros, durante o canto de entrada.

Chegando ao altar e feita a devida reverência, beija-o em sinal de veneração e, se for oportuno, incensa-o. Em seguida, todos dirigem-se às cadeiras.

SAUDAÇÃO

Terminado o canto de entrada, o sacerdote e os fiéis, todos de pé, fazem o sinal da cruz, enquanto o sacerdote, voltado para o povo, diz:
Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
℟.: Amém.

Pres: O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ass: 
Ele está no meio de nós.
 
O bispo, nesta primeira saudação, em vez de O Senhor esteja convosco, diz:
Bispo: 
A paz esteja convosco.
E o povo responde:
Ass: O amor de Cristo nos uniu.

O sacerdote, o diácono ou outro ministro poderá, com brevíssimas palavras, introduzir os fiéis na Missa do dia.

EXORTAÇÃO

O sacerdote saúda como de costume o povo reunido e explica-lhe brevemente o sentido da Vigília, com estas palavras ou outras semelhantes:
Pres: Meus irmãos e minhas irmãs. Nesta noite santa, em que nosso Senhor Jesus Cristo passou da morte à vida, a Igreja convida os seus filhos dispersos por toda a terra a se reunirem em vigília e oração. Se comemorarmos a Páscoa do Senhor ouvindo sua palavra e celebrando seus mistérios, podemos ter a firme esperança de participar do seu triunfo sobre a morte e de sua vida em Deus.

BÊNÇÃO DO FOGO NOVO

Em seguida, abençoa o fogo.
Pres: Oremos.
Ó Deus, que pelo vosso Filho trouxestes àqueles que creem o clarão da vossa luz, santificai + este novo fogo. Concedei que a festa da Páscoa acenda em nós tal desejo do céu, que possamos chegar purificados à festa da luz eterna. Por Cristo, nosso Senhor. 
Ass: Amém. 

Acende-se o círio pascal com o fogo novo.

PREPARAÇÃO DO CÍRIO

Se, considerando a sensibilidade do povo, parecer oportuno realçar por meio de alguns símbolos a dignidade e significação do círio pascal, pode-se proceder do seguinte modo:
Terminada a bênção do fogo novo, o acólito ou um dos ministros traz o círio pascal ao sacerdote, que grava no mesmo uma cruz com o estilete. Em seguida, traça no alto da cruz a letra grega Alfa, embaixo a letra Ômega, e, entre os braços da cruz, os quatro algarismos que designam o ano em curso, enquanto diz o seguinte:
1.
 Cristo ontem e hoje (faz a incisão da haste vertical);
2.
 Princípio e Fim (faz a incisão da haste horizontal);
3. 
Alfa (faz a incisão da letra Alfa no alto da haste vertical);
4. 
e Ômega. (faz a incisão da letra Ômega embaixo da haste vertical);
5. A ele o tempo (faz a incisão do primeiro algarismo do ano em curso sobre o ângulo esquerdo superior da cruz);
6. e a eternidade (faz a incisão do segundo algarismo do ano em curso sobre o ângulo direito superior);
7. a glória e o poder (faz a incisão do terceiro algarismo do ano em curso no ângulo esquerdo inferior);
8. pelos séculos sem fim. Amém. (faz a incisão do quarto algarismo do ano em curso no  ângulo direito inferior);


Feita a incisão da cruz e dos outros sinais, o sacerdote pode aplicar no círio cinco grãos de incenso, formando uma cruz e dizendo: 
1. Por suas santas chagas, 
2. suas chagas gloriosas  
3. o Cristo Senhor 
4. nos proteja 
5. e nos guarde. Amém. 

O sacerdote acende o círio pascal com o fogo novo, dizendo:
Pres: 
A luz do Cristo que ressuscita resplandecente dissipe as trevas de nosso coração e nossa mente. 

Segundo as circunstâncias pastorais, os elementos anteriores poderão ser usados todos ou parcialmente. As Conferências Episcopais podem também estabelecer outras formas, mais adaptadas à índole do povo.


PROCISSÃO

O diácono (ou, na falta dele, o sacerdote) toma o círio e o ergue por algum tempo, cantando:
EIS A LUZ DE CRISTO!
E todos respondem:
Ass: DEMOS GRAÇAS A DEUS!
 
Todos se dirigem para a igreja, precedidos pelo diácono com o círio pascal. Se for usado incenso, o turiferário com o turíbulo aceso vai à frente do diácono.
 
À porta da igreja, o diácono para e, erguendo o círio canta de novo:
EIS A LUZ DE CRISTO!
E todos respondem:
Ass: DEMOS GRAÇAS A DEUS!
 
O diácono, ao chegar diante do altar, volta-se para o povo e canta pela terceira vez:
EIS A LUZ DE CRISTO!
E todos respondem:
Ass: DEMOS GRAÇAS A DEUS!
 
Acendem-se então todas as luzes da igreja. 
 
PROCLAMAÇÃO DA PÁSCOA

Chegando ao altar, o sacerdote vai para a sua cadeira. O diácono coloca o círio pascal no candelabro no centro do presbitério ou junto ao ambão. Depois de colocado o incenso se for o caso, o diácono, como para o Evangelho da Missa, pede a bênção ao sacerdote, que diz em voz baixa:
Que o Senhor esteja em teu coração e em teus lábios, para que possas proclamar dignamente a sua Páscoa: em nome do Pai e do + Filho e do Espírito Santo.
 
Omitem-se esta bênção se a proclamação da Páscoa não for feita por um diácono.
 
O diácono, ou, na falta dele, o sacerdote, incensa, se for o caso, o livro e o círio. Faz a proclamação da Páscoa, do ambão, ou no púlpito, estando todos de pé e com as velas acesas.
 
EXULTE O CÉU, E OS ANJOS TRIUNFANTES, 
MENSAGEIROS DE DEUS, DESÇAM CANTANDO; 
FAÇAM SOAR TROMBETAS FULGURANTES, 
A VITÓRIA DE UM REI ANUNCIANDO. 
 
ALEGRE-SE TAMBÉM A TERRA AMIGA, 
QUE EM MEIO A TANTAS LUZES RESPLANDECE; 
E, VENDO DISSIPAR-SE A TREVA ANTIGA, 
AO SOL DO ETERNO REI BRILHA E SE AQUECE. 
 
QUE A MÃE IGREJA ALEGRE-SE IGUALMENTE,  
ERGUENDO AS VELAS DESTE FOGO NOVO, 
E ESCUTE, REBOANDO DE REPENTE, 
O ALELUIA CANTADO PELO POVO. 

O SENHOR ESTEJA CONVOSCO. 
Ass: ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS.
CORAÇÕES AO ALTO. 
Ass: O NOSSO CORAÇÃO ESTÁ EM DEUS. 
DEMOS GRAÇAS AO SENHOR, NOSSO DEUS. 
Ass: É NOSSO DEVER E NOSSA SALVAÇÃO. 
 
SIM, VERDADEIRAMENTE É BOM E JUSTO 
CANTAR AO PAI DE TODO O CORAÇÃO, 
E CELEBRAR SEU FILHO JESUS CRISTO, 
TORNADO PARA NÓS UM NOVO ADÃO. 
 
FOI ELE QUEM PAGOU DO OUTRO A CULPA, 
QUANDO POR NÓS À MORTE SE ENTREGOU: 
PARA APAGAR O ANTIGO DOCUMENTO 
NA CRUZ TODO O SEU SANGUE DERRAMOU. 
 
POIS EIS AGORA A PÁSCOA, NOSSA FESTA, 
EM QUE O REAL CORDEIRO SE IMOLOU: 
MARCANDO NOSSAS PORTAS, NOSSAS ALMAS, 
COM SEU DIVINO SANGUE NOS SALVOU. 
 
ESTA É, SENHOR, A NOITE EM QUE DO EGITO 
RETIRASTES OS FILHOS DE ISRAEL, 
TRANSPONDO O MAR VERMELHO A PÉ ENXUTO, 
RUMO À TERRA ONDE CORREM LEITE E MEL. 
 
Ó NOITE EM QUE A COLUNA LUMINOSA 
AS TREVAS DO PECADO DISSIPOU, 
E AOS QUE CREEM NO CRISTO EM TODA A TERRA 
EM NOVO POVO ELEITO CONGREGOU! 
 
Ó NOITE EM QUE JESUS ROMPEU O INFERNO, 
AO RESSURGIR DA MORTE VENCEDOR: 
DE QUE NOS VALERIA TER NASCIDO, 
SE NÃO NOS RESGATASSE EM SEU AMOR? 
 
Ó DEUS, QUÃO ESTUPENDA CARIDADE 
VEMOS NO VOSSO GESTO FULGURAR:  
NÃO HESITAIS EM DAR O PRÓPRIO FILHO,
PARA A CULPA DOS SERVOS RESGATAR. 
 
Ó PECADO DE ADÃO INDISPENSÁVEL, 
POIS O CRISTO O DISSOLVE EM SEU AMOR; 
Ó CULPA TÃO FELIZ QUE HÁ MERECIDO 
A GRAÇA DE UM TÃO GRANDE REDENTOR! 
 
SÓ TU, NOITE FELIZ, SOUBESTE A HORA 
EM QUE O CRISTO DA MORTE RESSURGIA; 
E É POR ISSO QUE DE TI FOI ESCRITO: 
A NOITE SERÁ LUZ PARA O MEU DIA!
 
POIS ESTA NOITE LAVA TODO CRIME, 
LIBERTA O PECADOR DOS SEUS GRILHÕES; 
DISSIPA O ÓDIO E DOBRA OS PODEROSOS, 
ENCHE DE LUZ E PAZ OS CORAÇÕES. 
 
Ó NOITE DE ALEGRIA VERDADEIRA, 
QUE PROSTRA O FARAÓ E ERGUE OS HEBREUS, 
QUE UNE DE NOVO AO CÉU A TERRA INTEIRA, 
PONDO NA TREVA HUMANA A LUZ DE DEUS. 
 
NA GRAÇA DESTA NOITE O VOSSO POVO 
ACENDE UM SACRIFÍCIO DE LOUVOR; 
ACOLHEI, Ó PAI SANTO, O FOGO NOVO: 
NÃO PERDE, AO DIVIDIR-SE, O SEU FULGOR. 
 
CERA VHIRGHEM DE ABELHA GENEROSA 
AO CRISTO RESSURGIDO TROUXE A LUZ: 
EIS DE NOVO A COLUNA LUMINOSA, 
QUE O VOSSO POVO PARA O CÉU CONDUZ. 
 
O CÍRIO QUE ACENDEU AS NOSSAS VELAS 
POSSA ESTA NOITE TODA FULGURAR; 
MISTURE SUA LUZ À DAS ESTRELAS, 
CINTILE QUANDO O DIA DESPONTAR. 
 
QUE ELE POSSA AGRADAR-VOS COMO O FILHO,
QUE TRIUNFOU DA MORTE E VENCE O MAL: 
DEUS, QUE A TODOS ACENDE NO SEU BRILHO, 
E UM DIA VOLTARÁ, SOL TRIUNFAL. 
 
Ass: 
AMÉM. AMÉM. AMÉM. AMÉM. AMÉM.

LITURGIA DA PALAVRA

Nesta vigília, mãe de todas as vigílias, propõem-se nove leituras: sete do Antigo Testamento e duas do Novo (Epístola e Evangelho).
 
Por razões de ordem pastoral, pode-se diminuir o número de leituras do Antigo Testamento, tendo-se, porém, em conta que a leitura da Palavra de Deus é o principal elemento desta vigília. Leiam-se pelo menos três leituras do Antigo Testamento, ou, ao menos duas. A leitura do Êxodo, cap. 14, nunca pode ser omitida.
 
EXORTAÇÃO

Apagando as velas, sentam-se todos. E antes de começarem as leituras, o sacerdote dirige-se ao povo com estas palavras ou outras semelhantes:
Pres: Meus irmãos e minhas irmãs, tendo iniciado solenemente esta vigília, ouçamos no recolhimento desta noite a Palavra de Deus. Vejamos como ele salvou outrora o seu povo e nestes últimos tempos enviou seu Filho como Redentor. Peçamos que o nosso Deus leve à plenitude a salvação inaugurada na Páscoa.
 
Seguem-se as leituras. O leitor dirige-se ao ambão, onde faz a primeira leitura. Em seguida, o salmista ou cantor diz o salmo, ao qual o povo se associa pelo refrão. Depois todos se levantam e o sacerdote diz: Oremos. Após um momento de silêncio, diz a oração. Repete-se isso em todas as leituras.
 
PRIMEIRA LEITURA 
(Gn 1,1. 26-31a)

Leitor: Leitura do Livro do Gênesis.
No princípio Deus criou o céu e a terra. Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e segundo a nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais de toda a terra, e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra.” E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou: homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, sobre os pássaros do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a terra.” E Deus disse: “Eis que vos entrego todas as plantas que dão semente sobre a terra, e todas as árvores que produzem fruto com sua semente, para vos servirem de alimento. E a todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou todos os vegetais para alimento.” E assim se fez. E Deus viu tudo quanto havia feito, e eis que tudo era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia.
Palavra do Senhor. 
Ass: Graças a Deus.
 
SALMO RESPONSORIAL
(Sl 103)

Para a recitação:
 Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai. 
 
 Bendize, ó minha alma, ao Senhor!  Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande!  De majestade e esplendor vos revestis e de luz vos envolveis como num manto. 
 
 A terra vós firmastes em suas bases, ficará firme pelos séculos sem fim; os mares a cobriam como um manto, e as águas envolviam as montanhas. 
 
 Fazeis brotar em meio aos vales as nascentes que passam serpeando entre as montanhas; às suas margens vêm morar os passarinhos, entre os ramos eles erguem o seu canto. 
 
 De vossa casa as montanhas irrigais, com vossos frutos saciais a terra inteira; fazeis crescer os verdes pastos para o gado e as plantas que são úteis para o homem. 
 
 Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras, e que sabedoria em todas elas! Encheu-se a terra com as vossas criaturas! Bendize, ó minha alma, ao Senhor!
 
ORAÇÃO

Pres: Oremos.
Ó Deus, admirável na criação do ser humano, e mais ainda na sua redenção, dai-nos a sabedoria de resistir ao pecado e chegar à eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass: Amém.
 
SEGUNDA LEITURA 
(Gn 22, 1-3. 9ª. 10-13. 15-18)


Leitor: Leitura do Livro do Gênesis.
Naqueles dias, Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: “Abraão!” E ele respondeu: “Aqui estou.” E Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar.” Chegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar. Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: “Abraão! Abraão!” Ele respondeu: “Aqui estou!” E o anjo lhe disse: “Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único.” Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho. O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, e lhe disse: “Juro por mim mesmo - oráculo do Senhor -, uma vez que agiste desse modo e não me recusaste teu filho único, eu te abençoarei e tornarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos. Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste.” 
Palavra do Senhor.
Ass: Graças a Deus.
 
SALMO RESPONSORIAL
(Sl 15)

Para a recitação:
 Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! 
 
 Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos!  Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,  pois se o tenho a meu lado não vacilo. 
 
 Eis porque meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção.
 
 Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado! 
 
ORAÇÃO

Pres: Oremos.
Ó Deus, Pai de todos os fiéis, vós multiplicais por toda a terra os filhos da vossa promessa, derramando sobre eles a graça da filiação e, pelo mistério pascal, tornais vosso servo Abraão pai de todos os povos, como lhe tínheis prometido. Concedei, portanto, a todos os povos a graça de corresponder ao vosso chamado. Por Cristo, nosso Senhor. 
Ass: Amém.
 
A seguinte leitura nunca seja omitida, parcialmente ou, muito menos, por completa. Portanto, sua leitura seja integral.
 
TERCEIRA LEITURA 
(Ex 15, 15 – 15,1)

Leitor: Leitura do Livro do Êxodo.
Naqueles dias, o Senhor disse a Moisés: “Por que clamas a mim por socorro? Dize aos filhos de Israel que se ponham em marcha. Quanto a ti, ergue a vara, estende o braço sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel caminhem em seco pelo meio do mar. De minha parte, endurecerei o coração dos egípcios, para que sigam atrás deles, e eu seja glorificado às custas do Faraó e de todo o seu exército, dos seus carros e cavaleiros. E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando eu for glorificado às custas do Faraó, dos seus carros e cavaleiros.” Então, o anjo do Senhor, que caminhava à frente do acampamento dos filhos de Israel, mudou de posição e foi para trás deles; e com ele, ao mesmo tempo, a coluna de nuvem, que estava na frente, colocou-se atrás, inserindo-se entre o acampamento dos egípcios e o acampamento dos filhos de Israel. Para aqueles a nuvem era tenebrosa, para estes, iluminava a noite. Assim, durante a noite inteira, uns não puderam aproximar- -se dos outros. Moisés estendeu a mão sobre o mar, e durante toda a noite o Senhor fez soprar sobre o mar um vento leste muito for- te; e as águas se dividiram. Então, os filhos de Israel entraram pelo meio do mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam como que uma muralha à direita e à esquerda. Os egípcios puseram-se a persegui-los, e todos os cavalos do Faraó, carros e cavaleiros os seguiram mar adentro. Ora, de madrugada, o Senhor lançou um olhar, desde a coluna de fogo e da nuvem, sobre as tropas egípcias e as pôs em pânico. Bloqueou as rodas dos seus carros, de modo que só a muito custo podiam avançar. Disseram, então, os egípcios: “Fujamos de Israel! Pois o Senhor combate a favor deles, contra nós.” O Senhor disse a Moisés: “Estende a mão sobre o mar, para que as águas se voltem contra os egípcios, seus carros e cavaleiros.” Moisés estendeu a mão sobre o mar e, ao romper da manhã, o mar voltou ao seu leito normal, enquanto os egípcios, em fuga, corriam ao encontro das águas, e o Senhor os mergulhou no meio das ondas. As águas voltaram e cobriram carros, cavaleiros e todo o exército do Faraó, que tinha entrado no mar em perseguição a Israel. Não escapou um só. Os filhos de Israel, ao contrário, tinham passado a pé enxuto pelo meio do mar, cujas águas lhes formavam uma muralha à direita e à esquerda. Naquele dia, o Senhor livrou Israel da mão dos egípcios, e Israel viu os egípcios mortos nas praias do mar, e a mão poderosa do Senhor agir contra eles. O povo temeu o Senhor, e teve fé no Senhor e em Moisés, seu servo. Então, Moisés e os filhos de Israel cantaram ao Senhor este cântico: 
 
SALMO RESPONSORIAL
(Ex 15)

Para a recitação:
 Cantemos ao Senhor que fez brilhar a sua glória! 
 
 Ao Senhor quero cantar, pois fez brilhar a sua glória:  precipitou no mar Vermelho o cavalo e o cavaleiro!  O Senhor é minha força, é a razão do meu cantar, pois foi ele neste dia para mim libertação! 
 
 Ele é meu Deus e o louvarei, Deus de meu pai, e o honrarei. O Senhor é um Deus guerreiro, o seu nome é “Onipotente”: os soldados e os carros do Faraó jogou no mar, seus melhores capitães afogou no mar Vermelho. 
 
 Afundaram como pedras e as ondas os cobriram. Ó Senhor, o vosso braço é duma força insuperável! Ó Senhor, o vosso braço esmigalhou os inimigos! 
 
 Vosso povo levareis e o plantareis em vosso Monte, no lugar que preparastes para a vossa habitação, no Santuário construído pelas vossas próprias mãos. O Senhor há de reinar eternamente, pelos séculos!
 
ORAÇÃO

Pres: Oremos.
Ó Deus, vemos brilhar ainda em nossos dias as vossas antigas maravilhas. Como manifestastes outrora o vosso poder, libertando um só povo da perseguição do Faraó, realizais agora a salvação de todas as nações, fazendo-as renascer nas águas do batismo. Concedei a todos os seres humanos tornarem-se filhos de Abraão e membros do vosso povo eleito. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass: Amém.

Outras leituras do Antigo Testamento podem ser feitas de acordo com o Missal.

HINO DE LOUVOR

Após a oração e o responsório da última leitura do Antigo Testamento, acendem-se as velas do altar e o sacerdote entoa o hino Glória a Deus nas alturas, que todos cantam, enquanto se tocam os sinos, segundo o costume do lugar. 

Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, Rei dos Céus, Deus Pai Todo-Poderoso, nós Vos louvamos, nós Vos bendizemos, nós Vos adoramos, nós Vos glorificamos, nós Vos damos graças, por Vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai: Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós; Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica; Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só Vós sois o Santo; só Vós, o Senhor; só Vós, o Altíssimo, Jesus Cristo; com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém!

ORAÇÃO DO DIA

Terminado o hino, o sacerdote diz a oração do dia como de costume.
Pres: 
Oremos.
Ó Deus, que iluminais esta noite santa com a glória da ressurreição do Senhor, despertai na vossa Igreja o espírito filial para que, inteiramente renovados, vos sirvamos de todo o coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Ass: Amém.

QUARTA LEITURA
(Rm 6,3-11)

O leitor lê a epístola.

Leitor: Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.
Irmãos: Será que ignorais que todos nós, batizados em Jesus Cristo, é na sua morte que fomos batizados? Pelo batismo na sua morte, fomos sepultados com ele, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também nós levemos uma vida nova. Pois, se fomos de certo modo identificados a Jesus Cristo por uma morte semelhante à sua, seremos semelhantes a ele também pela ressurreição. Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com Cristo, para que seja destruído o corpo de pecado, de maneira a não mais servirmos ao pecado. Com efeito, aquele que morreu está livre do pecado. Se, pois, morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele. Sabemos que Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte já não tem poder sobre ele. Pois aquele que morreu, morreu para o pecado uma vez por todas; mas aquele que vive, é para Deus que vive. Assim, vós também considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Jesus Cristo.
Palavra do Senhor. 
Ass: Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL
(Sl 117(118), 1-2. 16ab-17. 22-23)

Terminada a epístola, todos se levantam e o sacerdote entoa solenemente o Aleluia, que todos repetem. Em seguida, o salmista ou o cantor diz o salmo, ao qual o povo responde com o Aleluia. Se for necessário, o próprio salmista entoa o Aleluia.

— Aleluia, Aleluia, Aleluia!

— Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! Eterna é a sua misericórdia! A casa de Israel agora o diga: “Eterna é a sua misericórdia!”
 
— A mão direita do Senhor fez maravilhas, a mão direita do Senhor me levantou, a mão direita do Senhor fez maravilhas! Não morrerei, mas ao contrário, viverei para cantar as grandes obras do Senhor!
 
— A pedra que os pedreiros rejeitaram, tornou-se agora a pedra angular. Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: Que maravilhas ele fez a nossos olhos!
 
Enquanto isso, o sacerdote, se usar incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:
Diác: Dá-me a tua bênção.
O sacerdote diz em voz baixa:
Pres: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo.
O diácono responde:
Diác: 
Amém.
 
Se não houver diácono, o sacerdote, inclinado diante do altar, reza em silêncio;
Pres: Ó Deus todo-poderoso, purificai-me o coração e os lábios, para que eu anuncie dignamente o vosso santo Evangelho.
 
EVANGELHO
(Mc, 28 1-10)

Ao Evangelho não se levam velas, mas só incenso, quando se usar.

O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso, e diz:
Diác ou Sac: O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ass: 
Ele está no meio de nós.

O diácono, ou o sacerdote, fazendo o sinal da cruz no livro e, depois, na fronte, na boca e no peito, diz:
Diác ou Sac: 
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
Ass: Glória a vós, Senhor.

Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.
Diác ou Sac: Depois do sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. De repente, houve um grande tremor de terra: o anjo do Senhor desceu do céu e, aproximando-se, retirou a pedra e sentou-se nela. Sua aparência era como um relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve. Os guardas ficaram com tanto medo do anjo, que tremeram e ficaram como mortos. Então o anjo disse às mulheres: “Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito! Vinde ver o lugar em que ele estava. Ide depressa contar aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos e que vai à vossa frente para a Galileia. Lá vós o vereis. É o que tenho a dizer-vos”. As mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria para dar a notícia aos discípulos. De repente, Jesus foi ao encontro delas e disse: “Alegrai-vos!” As mulheres aproximaram-se e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés. Então Jesus disse a elas: “Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão”. 
 
Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote diz:
Diác ou Sac: Palavra da Salvação.
O povo aclama:
Ass: 
Glória a vós, Senhor.
 
O sacerdote beija o livro, rezando em silêncio:
Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados.

HOMILIA

Após o Evangelho, faz-se a homilia e procede-se à liturgia batismal.

LITURGIA BATISMAL

O sacerdote e os ministros dirigem-se ao batistério, se este pode ser visto pelos fiéis. Caso contrário, coloca-se o recipiente com água no próprio presbitério.
 
Se houver batismo, chamam-se os catecúmenos, que são apresentados pelos padrinhos à Igreja reunida. Se houver crianças, serão apresentadas pelos pais e padrinhos.
 
EXORTAÇÃO

O sacerdote exorta o povo com estas palavras ou outras semelhantes:
 
Se houver batismo:
Pres: Caros fiéis, apoiemos com as nossas preces a alegre esperança dos nossos irmãos e irmãs (N.N.), para que Deus todo-poderoso acompanhe com sua misericórdia os que se aproximam da fonte do novo nascimento.

Se não houver Batismo, mas só a bênção da água batismal:
Pres: Meus irmãos e minhas irmãs, invoquemos sobre estas águas a graça de Deus Pai onipotente, para que em Cristo sejam reunidos aos filhos adotivos aqueles que renascerem pelo batismo.

LADAINHA DE TODOS OS SANTOS

Entoam a ladainha, à qual todos respondem de pé (por ser tempo pascal).
Se o batistério é distante, canta-se a ladainha durante a procissão, sendo-os antes chamado os que vão receber o batismo. A procissão é precedida pelo círio pascal, seguido pelos catecúmenos e padrinhos, e depois, pelo sacerdote e os ministros. Neste caso, a exortação é feita antes da bênção da água.

Se não houver batismo nem bênção de água batismal, omite-se a ladainha e procede-se logo à bênção da água.

Podem-se acrescentar alguns nomes à lista dos santos, sobretudo os padroeiros da igreja, do lugar e dos catecúmenos.

— SENHOR, TENDE PIEDADE DE NÓS.
Ass: SENHOR, TENDE PIEDADE DE NÓS.

— CRISTO, TENDE PIEDADE DE NÓS.
Ass: CRISTO, TENDE PIEDADE DE NÓS.
 
— SENHOR, TENDE PIEDADE DE NÓS.
Ass: SENHOR, TENDE PIEDADE DE NÓS.
 
— SANTA MARIA, MÃE DE DEUS.
Ass: ROGAI POR NÓS.
 
— SÃO MIGUEL E SANTOS ANJOS DE DEUS.
Ass: ROGAI POR NÓS.
 
— SÃO JOÃO BATISTA E SÃO JOSÉ.
Ass: ROGAI POR NÓS.
 
— SÃO PEDRO E SÃO PAULO.
Ass: ROGAI POR NÓS.
 
— SANTO ANDRÉ E SÃO JOÃO.
Ass: ROGAI POR NÓS.
 
— SANTA MARIA MADALENA E SANTA INÊS.
Ass: ROGAI POR NÓS.
 
— SANTO ESTEVÃO E SÃO LOURENÇO.
Ass: ROGAI POR NÓS.
 
— SANTA PERPETUA E SANTA FELICIDADE.
Ass: ROGAI POR NÓS.
 
— SANTO AGOSTINHO E SÃO GREGÓRIO.
Ass: ROGAI POR NÓS.

— SANTO ATANÁSIO E SÃO BASÍLIO.
Ass: ROGAI POR NÓS.

— SÃO MARTINHO E SÃO BENTO.
Ass: ROGAI POR NÓS.

— SÃO FRANCISCO E SÃO DOMINGOS.
Ass: ROGAI POR NÓS.

— SÃO FRANCISCO XAVIER E SÃO JOÃO MARIA VIANNEY.
Ass: ROGAI POR NÓS.

— SANTA CATARINA E SANTA TERESA DE JESUS.
Ass: ROGAI POR NÓS.
 
— TODOS OS SANTOS E SANTAS DE DEUS.
Ass: ROGAI POR NÓS.
 
— SEDE-NOS PROPÍCIO.
Ass: OUVI-NOS, SENHOR.
 
— PARA QUE NOS LIVREIS DE TODO MAL, DE TODO PECADO E DA MORTE ETERNA.
Ass: OUVI-NOS, SENHOR.
 
— PELA VOSSA ENCARNAÇÃO, MORTE E RESSURREIÇÃO.
Ass: OUVI-NOS, SENHOR.
 
— PELA EFUSÃO DO ESPÍRITO SANTO.
Ass: OUVI-NOS, SENHOR.
 
— APESAR DE NOSSOS PECADOS.
Ass: OUVI-NOS, SENHOR.

Se houver batismo
— PARA QUE VOS DIGNEIS DAR A NOVA VIDA AOS QUE CHAMASTES AO BATISMO.
Ass: OUVI-NOS, SENHOR.

Se não houver batismo
— PARA QUE SANTIFIQUEIS COM A VOSSA GRAÇA ESTA ÁGUA, ONDE RENASCERÃO OS VOSSOS FILHOS.
Ass: OUVI-NOS, SENHOR.
 
De qualquer modo prossegue-se
— JESUS, FILHO DO DEUS VIVO.
Ass: OUVI-NOS, SENHOR.
 
— CRISTO, OUVI-NOS.
Ass: CRISTO, OUVI-NOS.
 
— CRISTO, ATENDEI-NOS.
Ass: CRISTO, ATENDEI-NOS.

Se houver batismo, o sacerdote, de mãos unidas, diz a seguinte oração:
Pres: Ó Deus de bondade, manifestai o vosso poder nos sacramentos que revelam vosso amor. Enviai o espírito de adoção para criar um novo povo, nascido para vós nas águas do batismo. E assim possamos ser em nossa fraqueza instrumentos do vosso poder. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass: Amém.
 
BÊNÇÃO DA ÁGUA BATISMAL

O sacerdote, de mãos unidas, diz a seguinte oração:
Pres: Ó Deus, pelos sinais visíveis dos sacramentos, realizais maravilhas invisíveis. Ao longo da história da salvação, vós vos servistes da água para fazer-nos conhecer a graça do batismo. Já na origem do mundo, vosso espírito pairava sobre as águas para que elas concebessem a força de santificar. Nas próprias águas do dilúvio prefigurastes o nascimento da nova humanidade, de modo que a mesma água sepultasse os vícios e fizesse nascer a santidade. Concedestes aos filhos de Abraão atravessar o mar Vermelho a pé enxuto, para que, livres da escravidão, prefigurassem o povo nascido na água do batismo. Vosso Filho, ao ser batizado nas águas do Jordão, foi ungido pelo Espírito Santo. Pendente da cruz, do seu coração aberto pela lança fez correr sangue e água. Após sua ressurreição, ordenou aos apóstolos: “Ide, fazei meus discípulos todos os povos, e batizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.” Olhai agora, ó Pai, a vossa Igreja, e fazei brotar para ela a água do batismo. Que o Espírito Santo dê, por esta água, a graça do Cristo, a fim de que o ser humano, criado à vossa imagem, seja lavado da antiga culpa pelo batismo e renasça pela água e pelo Espírito Santo para uma vida nova.

O sacerdote, se for oportuno, mergulha o Círio na água uma ou três vezes, dizendo:
Nós vos pedimos, ó Pai, que por vosso Filho desça sobre toda esta água a força do Espírito Santo. 
 
E, mantendo o círio na água, continua:
E todos os que, pelo batismo, forem sepultados na morte com Cristo, ressuscitem com ele para a vida. Por Cristo, nosso Senhor. 
Ass: Amém. 

ACLAMAÇÃO
 
O sacerdote retira o Círio da água, enquanto o povo aclama: 
Ass: Fontes do Senhor, bendizei o Senhor! Louvai-o e exaltai-o para sempre!
 
BATISMO E CONFIRMAÇÃO

Cada catecúmeno renuncia ao demônio, faz a profissão de fé e é batizado. Os catecúmenos adultos são confirmados logo após o batismo, se houver Bispo, ou sacerdote com delegação para fazê-lo.
 
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BÊNÇÃO DA ÁGUA PARA ASPERSÃO

Se não houver batismo nem bênção de água batismal, o sacerdote benze a água para a aspersão do povo com a seguinte oração:
Pres: Meus irmãos e minhas irmãs, invoquemos o Senhor nosso Deus para que se digne abençoar esta água, que vai ser aspergida sobre nós, recordando o nosso batismo. Que ele se digne renovar-nos, para que permaneçamos fiéis ao Espírito que recebemos.
 
E, após um momento de silêncio, prossegue de mãos unidas:
Senhor nosso Deus, velai sobre o vosso povo e nesta noite santa em que celebramos a maravilha da nossa criação e a maravilha ainda maior da nossa redenção, dignai-vos abençoar esta água. Fostes vós que a criastes para fecundar a terra, para lavar nossos corpos e refazer nossas forças. Também a fizestes instrumento da vossa misericórdia: por ela libertastes o vosso povo do cativeiro e aplacastes no deserto a sua sede; por ela os profetas anunciaram a vossa aliança que era vosso desejo concluir com a humanidade; por ela finalmente, consagrada pelo Cristo no Jordão, renovastes, pelo banho do novo nascimento, a nossa natureza pecadora. Que esta água seja para nós uma recordação do nosso batismo e nos faça participar da alegria dos que foram batizados na Páscoa. Por Cristo, nosso Senhor. 
Ass: Amém. 
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RENOVAÇÃO DAS PROMESSAS DO BATISMO

46. Após o rito do batismo (e confirmação), ou, se não houver batismo, após a bênção da água, todos, de pé e com as velas acesas, renovam as promessas do batismo. O sacerdote dirige-se aos fiéis com estas palavras ou outras semelhantes:
Pres: Meus irmãos e minhas irmãs, pelo mistério pascal fomos no batismo sepultados com Cristo para vivermos com ele uma vida nova. Por isso, terminados os exercícios da Quaresma, renovemos as promessas do nosso batismo, pelas quais já renunciamos a Satanás e suas obras, e prometemos servir a Deus na Santa Igreja Católica. Portanto: 
 
Pres: Para viver na liberdade dos filhos de Deus, renunciais ao pecado? 
Ass: Renuncio. 
 
Pres: Para viver como irmãos e irmãs, renunciais a tudo o que vos possa desunir, para que o pecado não domine sobre vós? 
Ass: Renuncio. 
 
Pres: Para seguir Jesus Cristo, renunciais ao demônio, autor e princípio do pecado?
Ass: Renuncio. 
 
Em seguida, o sacerdote prossegue:
Pres: 
Credes em Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra? 
Ass: Creio.
 
Pres: Credes em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que nasceu da Vhirghem Maria, padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos e subiu ao céu? 
Ass: Creio.
 
Pres: Credes no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição dos mortos e na vida eterna?
Ass: Creio. 
 
Pres: O Deus todo-poderoso, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos fez renascer pela água e pelo Espírito Santo e nos concedeu o perdão de todo pecado, guarde-nos em sua graça para a vida eterna, no Cristo Jesus, nosso Senhor.
Ass: Amém.

O rito do batismo é adaptado ao nosso meio virtual omitindo a fórmula do batismo.

ASPERSÃO

O sacerdote asperge o povo com a água benta, enquanto todos cantam:
Antífona:
VI A ÁGUA SAINDO DO TEMPLO,
BEM DO LADO DIREITO DE CRISTO, ALELUIA!
TODO AQUELE A QUEM ELA CHEGAVA 
ERA SALVO DA MORTE E DIZIA:
ALELUIA! ALELUIA!
Ou outro canto referente ao batismo.

Enquanto isso, os neobatizados são conduzidos ao seu lugar entre os fiéis. 

Se a bênção da água batismal não foi feita no batistério, os ministros transportam-na ao batistério com reverência.
 
ORAÇÃO DOS FIÉIS

Terminada a aspersão, o sacerdote volta à cadeira, onde, omitindo o Creio, preside a oração dos fiéis, da qual os neobatizados participam pela primeira vez.
Pres: Irmãs e irmãos: A Cristo, que Se levantou vitorioso do túmulo, elevemos as nossas orações para que o Céu se una à terra e o homem se encontre com Deus, dizendo com a alma em festa:
Ass: Cristo ressuscitado, ouvi-nos.

1. A Cristo, nosso Senhor, que ressuscitou do sepulcro, para que dê a vida eterna aos que n’Ele crêem, oremos.
 
2. A Cristo, nosso Senhor, que ressuscitou do sepulcro, para que inunde da sua paz a terra inteira, oremos.
 
3. A Cristo, nosso Senhor, que ressuscitou do sepulcro, para que dissipe as trevas do pecado, oremos.
 
4. A Cristo, nosso Senhor, que ressuscitou do sepulcro, para que encha de alegria os que estão tristes, oremos.
 
5. A Cristo, nosso Senhor, que ressuscitou do sepulcro, para que faça de nós todos seus discípulos, oremos.
 
Pres: Senhor Jesus Cristo, que sois glorificado pelos Anjos no Céu e, na terra, pelas aclamações dos fiéis, salvai e inundai de misericórdia a santa Igreja, vossa Esposa e nossa Mãe. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos.
Ass: Amém.

LITURGIA EUCARÍSTICA

PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS

Inicia-se o canto da preparação das oferendas, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice, a pala e o Missal.

Convém que os fiéis expressem sua participação trazendo uma oferenda, seja pão e vinho para a celebração da Eucaristia, seja outro donativo para auxílio da comunidade e dos pobres.

O sacerdote, de pé junto ao altar, recebe a patena com o pão em suas mãos e, levantando-a um pouco sobre o altar, diz em silêncio a oração. 
Em seguida, coloca a patena com o pão sobre o corporal.

O diácono ou o sacerdote coloca vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio.

Em seguida, o sacerdote recebe o cálice em suas mãos e, elevando-o um pouco sobre o altar, diz em silêncio a oração: depois, coloca o cálice sobre o corporal.

Em seguida o sacerdote, profundamente inclinado, reza em silêncio.

E, se for oportuno, incensa as oferendas, a cruz e o altar. Depois, o diácono ou outro ministro incensa o sacerdote e o povo.

Em seguida, o sacerdote, de pé ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio a oração.

CONVITE À ORAÇÃO

Estando, depois, no meio do altar e voltado para o povo, o sacerdote estende e une as mãos e diz:
Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que o meu e vosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
O povo se levanta e responde:
℟.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a sua santa Igreja.

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote profere a oração sobre as oferendas;
Pres.: Acolhei, Senhor, com estas oferendas as preces do vosso povo, e fazei que o sacrifício inaugurado no mistério pascal nos sirva, por vossa graça, de remédio para a vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.
℟.: Amém.

PREFÁCIO
(Da Páscoa I)

Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz ou canta:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
℟.: Ele está no meio de nós.
Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
Pres.: Corações ao alto.
℟.: O nosso coração está em Deus.
O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
Pres.: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
℟.: É nosso dever e nossa salvação.
O sacerdote, de braços abertos, reza ou canta o Prefácio.
Pres.: Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação proclamar a vossa glória, ó Pai, em todo tempo, mas, com maior júbilo, louvar-vos nesta noite (neste dia ou neste tempo), porque Cristo, nossa Páscoa, foi imolado. É ele o verdadeiro Cordeiro, que tirou o pecado do mundo; morrendo, destruiu a nossa morte e, ressurgindo, restaurou a vida. Por isso, transbordando de alegria pascal, exulta a criação por toda a terra; também as Virtudes celestes e as Potestades angélicas proclamam um hino à vossa glória, cantando (dizendo) a uma só voz:

SANTO

℟.: Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo. O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

ORAÇÃO EUCARÍSTICA III

O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Na verdade, vós sois Santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir para vós um povo que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr do sol, um sacrifício perfeito.
Une as mãos e, estendendo-as sobre as oferendas, diz:
Pres.:  Por isso, ó Pai, nós vos suplicamos: santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas
une as mãos e traça o sinal da cruz, ao mesmo tempo, sobre o pão e o cálice, dizendo:
a  fim de que se tornem o Corpo + e o Sangue de vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo,
une as mãos
que nos mandou celebrar estes mistérios.
℟.: Enviai o vosso Espírito Santo!

Pres.: Na noite em que ia ser entregue,
toma o pão e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:
Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu e o deu a seus discípulos, dizendo: TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena e genuflete em adoração.

Então prossegue:
Pres.: Do mesmo modo, no fim da ceia,
toma o cálice nas mãos e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:
ele tomou o cálice em suas mãos, pronunciou a bênção de ação de graças, e o deu a seus discípulos, dizendo: TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.
Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e genuflete em adoração.

Em seguida, diz:
Pres.: Mistério da fé!
℟.: Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!

Ou:
Pres.: Mistério da fé e do amor!
℟.: Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos a vossa vinda!

Ou:
Pres.: Mistério da fé para a salvação do mundo!
℟.: Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.

O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Celebrando agora, ó Pai, o memorial da paixão redentora do vosso Filho, da sua gloriosa ressurreição e ascensão ao céu, e enquanto esperamos sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício vivo e santo.
℟.: Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!

Pres.: Olhai com bondade a oblação da vossa Igreja e reconhecei nela o sacrifício que nos reconciliou convosco; concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, repletos do Espírito Santo, nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito.
℟.: O Espírito nos una num só corpo!

1C: Que o mesmo Espírito faça de nós uma eterna oferenda para alcançarmos a herança com os vossos eleitos: a santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, São José, seu esposo, os vossos santos Apóstolos e gloriosos Mártires, (Santo do dia ou padroeiro) e todos os Santos, que não cessam de interceder phor nós na vossa presença.
℟.: Fazei de nós uma perfeita oferenda!

2C: Nós vos suplicamos, Senhor, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja que caminha neste mundo com o vosso servo o Papa N., e o nosso bispos N., com os bispos do mundo inteiro os demais presbíteros e diáconos, os outros ministros e o povo por vós redimido. Atendei propício às preces desta família, que reunistes em vossa presença. Reconduzi a vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro.
℟.: Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!

3C: Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória,
une as mãos
por Cristo, Senhor nosso. Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça.

Ergue a patena com a hóstia e o cálice, dizendo:
Pres.: Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos.
A assembleia aclama:
℟.: Amém.

ORAÇÃO DO SENHOR

Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz, de mãos unidas:
Pres.: Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:
O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:
℟.: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.
O sacerdote une as mãos.
℟.: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós, que sois Deus com o Pai e o Espírito Santo.
℟.: Amém.

O sacerdote, voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
℟.: O amor de Cristo nos uniu.

SAUDAÇÃO DA PAZ

Em seguida, se for oportuno, o diácono ou o sacerdote diz:
℣.: Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.
E, todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz, a comunhão e a caridade; o sacerdote dá a paz ao diácono e a outros ministros.

FRAÇÃO DO PÃO

Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio.

Enquanto isso, canta-se:
℟.: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. 
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

Em seguida, o sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio.

O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia na mão e, elevando-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice, diz em voz alta, voltado para o povo:
Pres.: Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
℟.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

COMUNHÃO

O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio e reverentemente comunga o Corpo de Cristo.
Depois, segura o cálice e reza em silêncio; e 
reverentemente comunga o Sangue de Cristo.

Em seguida, toma a patena ou o cibório, aproxima-se dos que vão comungar e mostra a hóstia um pouco elevada a cada um deles, dizendo:

℣.: O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
℟.: Amém.
E comunga.

Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, inicia-se o canto da Comunhão.

ORAÇÃO DE COMUNHÃO ESPIRITUAL 

℟.: Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, ao meu coração. Abraço-me convosco come se já estivésseis comigo: uno-me convosco inteiramente. Ah! Não permitais que torne a Separar-me de vós! Amém!

ANTÍFONA DA COMUNHÃO
 (Cf. MR)

Se, porém, não se canta, a antífona que vem no Missal pode ser recitada ou pelos fiéis, ou por alguns deles, ou por um leitor, ou então pelo próprio sacerdote depois de ter comungado e antes de dar a Comunhão aos fiéis:
℣.: Nosso cordeiro pascal, Cristo, já foi imolado. Celebremos a festa, não com velho fermento, mas com pães ázimos de pureza e de verdade, aleluia!

Terminada a Comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.

Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio.

Então o sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar algum tempo de silêncio sagrado ou proferir um salmo ou outro cântico de louvor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO

Em seguida, junto ao altar ou à cadeira, o sacerdote, de pé, voltado para o povo, diz de mãos unidas:

Pres.: Oremos.
Em seguida, o sacerdote, de braços abertos, profere a oração:
Derramai em nós, Senhor, o Espírito do vosso amor, e fazei que vivam concordes na piedade os que saciastes com os sacramentos pascais. Por Cristo, nosso Senhor.
℟.: Amém.

Se necessário, façam-se breves comunicações ao povo.

RITOS FINAIS

BENÇÃO SOLENE 
Vigília Pascal e Dia da Páscoa

O sacerdote abrindo os braços, saúda o povo:
Pres: O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ass: 
Ele está no meio de nós.
O sacerdote diz:
Inclinai-vos para receber a bênção.
 
Em seguida, o sacerdote, com as mãos estendidas sobre o povo, diz a oração:
Pres: Que o Deus todo-poderoso vos abençoe nesta solenidade pascal e vos proteja contra todo pecado.
Ass: Amém.
 
Pres: Aquele que nos renova para a vida eterna, pela ressurreição do seu Filho vos enriqueça com o dom da imortalidade.
Ass: Amém.
 
Pres: E vós que, transcorridos os dias da paixão do Senhor, celebrais com alegria a festa da Páscoa, possais chegar exultantes à festa das eternas alegrias.
Ass: Amém.
 
O sacerdote abençoa o povo, dizendo:
Pres: 
Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo.
Ass: Amém.
 
56. À despedida, o diácono, ou o próprio sacerdote diz unindo as mãos:
Ide em paz e o Senhor vos acompanhe, aleluia, aleluia!
O povo responde:
Ass: Graças a Deus, aleluia, aleluia!

CANTO FINAL