PAULUS EPISCOPUS
SERVUS SERVORUM DEI
Ao estimado irmão Marlos Aurélio, C.Ss.R, até aqui, sacerdote incardinado na Arquidiocese de Brasília, eleito Bispo-Auxiliar da mesma igreja particular, e a todos os que lerem estas letras, saudação e benção apostólica.
A Santa Mãe Igreja, fiel ao mandato recebido de Nosso Senhor Jesus Cristo de anunciar o Evangelho a toda criatura (cf. Mc 16,15), jamais deixa de prover, com solicitude materna, às necessidades espirituais do povo de Deus. Desde a Sé do Bem-aventurado Apóstolo Pedro, sobre a qual repousa a missão de confirmar os irmãos na fé, velamos para que as Igrejas particulares sejam fortalecidas por pastores diligentes, capazes de cooperar na santificação, no ensino e no governo do rebanho que lhes é confiado.
Ao longo dos séculos, os bispos constituíram o sinal visível da unidade da Igreja e da continuidade da missão apostólica. Unidos ao Romano Pontífice pelo vínculo da comunhão hierárquica, recebem a plenitude do sacramento da Ordem para serem mestres da fé, ministros da santificação e pastores do povo santo de Deus.
Tendo chegado ao nosso conhecimento as necessidades pastorais da Arquidiocese de Brasília, no Brasil, e considerando a conveniência de prover-lhe um Bispo-Auxiliar que coopere mais eficazmente com o Arcebispo Metropolitano no cuidado do rebanho de Cristo, acolhemos o parecer favorável do Dicastério para os Bispos e examinamos diligentemente os nomes apresentados.
Entre eles, distinguimo-nos por reconhecer em ti, querido filho Monsenhor Marlos Aurélio, a prudência, reta doutrina, zelo apostólico e as demais qualidades requeridas para o exercício do ministério episcopal.
Por isso, de nossa livre vontade, com a plenitude de nossa Autoridade Apostólica, nomeamos-te e constituímos Bispo-Auxiliar da Arquidiocese de Brasília, no Distrito Federal, Brasil, atribuindo-te simultaneamente a Sé Titular de Iliturgi, com todos os direitos, honras, prerrogativas e deveres inerentes ao múnus episcopal, segundo as prescrições do Direito Canônico.
Recebida esta nossa Carta Apostólica, deverás providenciar, dentro do tempo estabelecido pelo direito, a recepção da Sagrada Ordenação Episcopal das mãos de um Bispo Católico validamente ordenado, observando-se fielmente as normas litúrgicas aprovadas pela Igreja e emitindo previamente a profissão de fé e o juramento de fidelidade e obediência ao Romano Pontífice e aos seus legítimos sucessores.
Exortamos-te, venerável filho, a recordar continuamente que foste chamado não para ser servido, mas para servir. Sê para o povo de Deus imagem do Bom Pastor, que conhece as suas ovelhas e por elas oferece a própria vida. Ensina com fidelidade a doutrina católica, santifica o povo mediante os santos mistérios e governa com prudência, caridade e firmeza, sempre em estreita comunhão com o Arcebispo Metropolitano, com os demais membros do Colégio Episcopal e com esta Sé Apostólica.
Confia teu ministério à proteção da Beatíssima Virgem Maria, no título de Aparecida, Padroeira dessa Igreja Particular; e imploramos a intercessão de São Pedro e São Paulo, colunas da Igreja, e de Santo Afonso Maria de Ligório, para que teu serviço episcopal produza abundantes frutos para a glória de Deus e a salvação das almas.
Concedemos-te, enfim, a nossa Bênção Apostólica, como penhor das graças celestes e testemunho de nossa paternal benevolência.
Dado e passado em Roma, ao primeiro dia do mês de agosto do Ano do Senhor de dois mil e vinte e seis, segundo de nosso Pontificado.


