A liturgia é o coração da vida da Igreja [cf. _SC_, 10]. Conhecer os graus de celebração nos ajuda a viver melhor o mistério de Cristo durante o ano.
Este Dicastério apresenta alguns pontos simples para orientar.
Por que celebramos os santos?
Jesus disse: «Quem quiser ser grande entre vós, será vosso servo» [Mc 10,43] e «Vós sois a luz do mundo» [Mt 5,14].
Nos santos vemos Cristo brilhando. Como dizia Bento XVI: «Os santos são os verdadeiros intérpretes da Escritura» [Verbum Domini, 48]. E São João Paulo II: «A santidade é a medida da vida cristã» [NMI, 31].
Os 4 graus de celebração e suas restrições
a) Memória Facultativa: É o grau mais simples. Pode ser celebrada ou não, conforme decisão do Celebrante. [cf. NUALC, 14].
Usa-se só a Coleta própria. As outras orações podem ser as comuns, isto é, para todos os santos com certas características (Ex: Comuns das Virgens, Comuns dos Mártires). Não se diz Glória nem Credo.
b) Memória Obrigatória: Deve ser celebrada por toda a Igreja. Não pode ser omitida [cf. NUALC, 14].
Todas as orações são as próprias do Santo. Algumas memórias no Missal Romano não possuem todas as orações, por esta razão usa-se a Oração de Coleta própria e o restante das orações são as comuns.
(Exemplo: Reza-se a Oração da Coleta própria de Santa Dulce, e usa-se a Oração sobre as oferendas e pós-Comunhão do Comum das Virgens.)
Se cair em Domingo do Tempo Comum, em Festa, Solenidade, Quarta-feira de Cinzas, Semana Santa ou Oitavas de Páscoa e Natal, a Memória Obrigatória é omitida, caso o Santo celebrado não seja patrono ou de grande devoção na região.
c) Festa: Tem mais solenidade. Celebra apóstolos e santos de grande importância [cf. NUALC, 11]. Tem Glória, entretanto não se recita o Credo. Tem precedência sobre um Domingo do Tempo Comum se a Festa for do Senhor. (Ex: Exaltação da Santa Cruz em 2025)_d)
Missas Votivas
São Missas "por devoção" a um santo ou mistério [cf. IGMR, 376].
Podem ser feitas em dias feriais do Tempo Comum, desde que não haja Memória Obrigatória, Festa ou Solenidade.
Não se fazem aos domingos.
Bento XVI alertava: «A liturgia é um dom recebido. Precisa ser celebrada com fidelidade» [SCar, 38].
Orientações Gerais
Se em algum lugar, instituto ou diocese a memória já é celebrada com grau maior, por motivos de devoção ou patronato do santo/a, mantém-se assim. (Ex: para os Redentoristas, a memória de Santo Afonso é Solenidade) [cf. NUALC, 47].
Que ao celebrar os santos, busquemos também nós «ser perfeitos como o Pai celeste é perfeito» [Mt 5,48].
A cor litúrgica é sinal visível do mistério que celebramos. Ela não é um detalhe estético, mas parte da catequese da Igreja [cf. IGMR, 345-346].
Por isso é necessário observar:
Verde: Tempo Comum
Branco: Santos não Mártires e outras Solenidades do Senhor e da Bem Aventurada Virgem Maria
Roxo: Missas penitenciais, Quaresma, Advento, Missa pelos Defuntos.
Preto: Missa do dia dos Fiéis Defuntos, celebrações Votivas aos Fiéis Defuntos e enterros. (Recomenda-se o uso desta no lugar do roxo em missas pelos defuntos, para melhor distinção e aprofundamento do povo na celebração)
Rosa: Apenas no 3° Domingo do Advento e 4° da Quaresma (Ele é opcional, caso não tenha a disposição vestes rosas, usasse o roxo.)
Dourado: Pode substituir o branco. Recomenda-se que o mesmo seja usado nas celebrações maiores Páscoa e Natal, além de usar em Ordenações. Para destacar essa maior importância e solenidade daquela celebração.
Vermelho: Santos Mártires, Pentecostes e celebrações que remitam a paixão do Senhor e ao Espírito Santo (Votivas ou Festas)
fidelidade à cor litúrgica ajuda o povo a reconhecer imediatamente o que a Igreja está celebrando.

