1. O rito das exéquias do Romano Pontífice compreende três estações: na residência do Pontífice falecido, na Basílica Vaticana e no local do sepultamento.
2. Primeira estação: Esta ocorre na residência papal e compreende dois momentos: a constatação da morte do Sumo Pontífice e a exposição de seu corpo em local apropriado.
3. A constatação da morte do Romano Pontífice é um momento de oração de caráter eclesial. Todos os atos realizados devem expressar a piedade cristã. Participam desse rito o Cardeal Camerlengo da Santa Igreja Romana, o Substituto da Secretaria de Estado, o Mestre das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, os prelados clérigos, o Secretário-Chanceler da Câmara Apostólica, os familiares do Pontífice e o médico diretor dos Serviços de Saúde do Estado da Cidade do Vaticano (cf. Universi Dominici Gregis, n. 17).
4. A exposição do corpo do Pontífice falecido em local apropriado, na residência papal, oferece aos fiéis da Igreja de Roma a oportunidade de se reunirem em oração, juntamente com todos aqueles que desejam prestar-lhe homenagem por meio de atos de piedade cristã. A visita dos fiéis é precedida por uma celebração presidida pelo Cardeal Camerlengo. Outras propostas de oração são apresentadas neste Ritual, nos números 40 a 61.
A EXPOSIÇÃO DO CORPO
6. A preparação do local destinado à exposição do corpo do Sumo Pontífice é confiada ao Mestre das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, que contará com a assistência dos Mestres de Cerimônias Pontifícias e de outras pessoas por ele designadas para esse fim.
O círio pascal e o recipiente com água benta devem ser colocados em local apropriado, junto ao corpo do Sumo Pontífice. O Mestre das Celebrações Litúrgicas estabelecerá o horário em que, concluídos todos os preparativos, será permitido o acesso à sala.
As visitas terão início após a celebração presidida pelo Cardeal Camerlengo, que estará revestido da batina coral e da estola vermelha.
7. A celebração tem início com o canto da antífona:
Ego sum resurréctio et vita: qui credit in me, étiam si mórtuus fúerit, vivet: et omnis qui vivit et credit in me, non moriétur in ætérnum.
8. Em seguida, o celebrante diz:
In nómine Patris et Fílii et Spíritus Sancti.
Amém.
Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que ressuscitou seu Filho dos mortos, conceda a todos vós a graça e a consolação do Espírito Santo.
Bendito seja Deus para sempre.
9. O celebrante dirige aos presentes a seguinte exortação:
Caros irmãos e irmãs, Deus, nosso Pai, de quem provêm a vida e a morte, chamou para si o nosso Papa Paulo, a quem constituiu Bispo de Roma e sucessor de Pedro no governo pastoral da Igreja.
Diante de seus restos mortais, rendemos graças a Deus pelos benefícios que concedeu à sua Igreja por meio de seu servo. Imploramos também a misericórdia divina pelas faltas que nosso Pastor possa ter cometido em razão da fragilidade humana.
Suplicamos ao Senhor que o acolha em seu Reino e lhe conceda a recompensa por seus trabalhos, realizados com perseverança e por amor ao Evangelho.
Reavivemos nossa fé em Cristo, que nos assegurou:
“Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não caminhará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12).
10. O celebrante acende o círio pascal, enquanto se canta a antífona:
Lux ætérna lúceat ei, Dómine: cum sanctis tuis in ætérnum, quia pius es.
11. O celebrante convida os presentes à oração, dizendo:
Orémus.
Ó Deus, Pai de misericórdia, que concedestes a vosso servo, nosso Papa Paulo, a luz da fé durante sua vida terrena, olhai para ele com benevolência quando vier ao vosso encontro com a lâmpada acesa e admiti-o, juntamente com todos os santos, à bem-aventurança da luz eterna. Por Cristo, nosso Senhor.
12. O celebrante dirige-se ao esquife, acompanhado pelo ministro que leva o recipiente com água benta, e diz:
Pelo Batismo, fomos sepultados com Cristo, para que também com ele ressuscitássemos. Ao aspergirmos com água benta o corpo de nosso Papa Paulo, demos graças a Deus, que o regenerou para uma vida nova em Cristo, pelo Espírito Santo. Oremos para que ele possa contemplar face a face o Pai das misericórdias, por toda a eternidade.
13. Enquanto o celebrante asperge com água benta o corpo do Sumo Pontífice, canta-se a antífona:
Sitívit ánima mea ad Deum vivum: quando véniam, et apparébo ante fáciem Dómini?
14. Em seguida, o celebrante introduz a oração do Pai-Nosso, dizendo:
Caríssimos irmãos e irmãs, confiemos nosso irmão às mãos de Deus Pai e acolhamos sua vontade providente, pois nele vivemos, nos movemos e existimos. Oremos, portanto, ao Pai com as mesmas palavras que seu Filho nos ensinou.
Todos rezam o Pai-Nosso.
15. O celebrante conclui com a seguinte oração:
Ó Deus, que nos fizestes participantes do mistério de Cristo, crucificado e ressuscitado para nossa salvação, concedei que vosso servo, nosso Papa Paulo, a quem confiastes o cuidado pastoral de vosso rebanho, livre dos laços da morte, seja admitido à companhia dos santos na Páscoa eterna. Por Cristo, nosso Senhor.
Bendigamos ao Senhor.
Graças a Deus.
